Quinta-feira, Outubro 30, 2008

Oficina de Desenho e Arte Final. (Semana da UFRJ)

A III Semana de Quadrinhos UFRJ começou na terça (28/10), mas eu participei somente da quarta (29/10), e o oficina foi sobre Desenho e Arte final. Houve também um debate, sobre Mídia Digital e Arte Sequencial, mas essa eu só vou postar no fim de semana.

E vamos a oficina:


Uma luta, com unhas, dentes e alguma cerveja pra entrar. Mas deu tudo certo e eu nem precisei me vender.

O pessoal se sentando, preparando seus primeiros rabiscos. Outros mostrando seus desenhos pro desconhecido ao lado. Um clima de solidariedade que quase me contagiou. Quase.

Algumas caras conhecidas da Semana de Quadrinhos na Travessa, uma mesa com umas crianças e adivinhem? A oficina atrasa.


Mas atrasa pouco, e quando o Vinícius começa a falar, a proposta dele é a criação de um personagem, que pode ser somente o rosto ou um corpo inteiro, no máximo de posições possíveis.

Vinícius fala também da importância que é o casamento de um personagem com o seu texto.

Enquanto isso passam nas mesas uma página, mostrando um personagem em várias posições, e falando sobre a familiaridade com os ângulos do personagem.


É dito também para não forçar o lápis contra o papel, que a força do próprio lápis sobre o papel faria o trabalho.

Quem foi na oficina anterior (Roteiro de História em Quadrinhos) poderia continuar com a criação do personagem.


Alguém passa na nossa mesa e observa que os desenhos são traços humanos, e mostra uma folha com os desenhos do Calvin, mostrando que o desenho não precisa ser muito elaborado para ser genial. E lembra também o pleonasmo que pode conter no desenho e no roteiro (coisa que o Patati falou muito bem na Semana da Travessa), e daí a importância do desenho com o roteiro.


E ele dá uma dica ao pessoal, fazer umas linhas auxiliares, para se posicionarem melhor com relação ao seu personagem.


Rafael, super coisa fofa, me mostra que o ato de desenhar é fácil, e que todas as letras do alfabeto possuem as formas básicas que usamos nos desenhos. Sendo assim ele me mostra letras que unidas formam desenhos.

Ele bem me apoiou a desenhar, mas sabecomé, eu não me apoiei. Mas trouxe a folha que ele desenhou as letras e prometo que vou tentar.


Chegou a hora da arte final, ou seja, hora de se sujar e sujar ao próximo de Nanquim. Até o Rafael mostrando como dar profundidade e sombreamento ao desenho sujou o rosto.



Dei uma passeada e vi ótimos desenhos.

Acho que deu pra entender mais ou menos como foi, e eu achei super produtivo.


A seguir o link das fotos da oficina, quem apareceu nas fotos e quiser o nome aqui, avisa no comentário ou em algum dos meus contatos ao lado que eu edito aqui.




http://i237.photobucket.com/albums/ff117/panbox_/DSC00017-1.jpg

(A personagem Minerva (da UFRJ) mostrando como é a criação de um personagem)


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(Mão na massa! Se tiver alguém aí e quiser o nome aqui, me avise)



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(Mão na massa [2]! Quem quiser o nome e estiver na foto, já sabe)


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(Mão na massa [3]! Essa aí era minha mesa, o cara de amarelo é o Thiago e os outros dois eu não lembro, mas o cara de camiseta preta me mostrou um Zine super legal e ainda voltou comigo no ônibus. Preciso do contato dele, se alguém souber avisa).


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(Desenho do Thiago, que se baseou nas minhas sobrancelhas [?])


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(Os dois lá da ponta eu conheci antes de entrar na oficina, gente super legal. É a Bruna e o Escarlate - http://eskarlatek.blogspot.com/. Já a moça aqui da ponta eu não sei quem é, mas se estiver vendo isso e quiser o nome aqui, entra em contato.)


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(Desenho de uma das pessoas da mesa acima, mais de perto.)


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(A mesa das crianças que eu falei no início do post.)


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(Rafael, sujo e passando o nanquim na Minerva e em outros objetos.)


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(Desenho de uma das pessoas da minha mesa, visto de perto.)


http://i237.photobucket.com/albums/ff117/panbox_/DSC00029.jpg

(Objetos finalizados com o nanquim, pelo Rafael.)




É isso. No fim de semana eu posto sobre o Debate com o André Dahmer e Carlos Hollanda.







Quarta-feira, Outubro 29, 2008

Mais uma da Livraria da Travessa.

 
Posso dizer que os eventos de quadrinhos da Travessa são ótimos, e o melhor, gratuitos. E a Livraria da Travessa mais uma vez vai introduzir aos admiradores da 9ª arte uma mesa redonda com o tema O vampiro na literatura, no cinema e nos quadrinhos. E isso é para marcar o lançamento do livro O vampiro antes de Drácula (Aleph, 2008), que foi organizado, comentado e traduzido por Martha Argel (http://www.marthaargel.com.br/) e Humberto Moura Neto (O Vampiro Antes de Drácula).
Carlos Patati (Almanaque dos Quadrinhos), que esteve presente em dois dias da Semana de Quadrinhos da Travessa, estará lá novamente, e nem preciso dizer que paguei pau pro cara desde que li o Almanaque, mas dessa vez não vou perder a oportunidade e pedir pra ele autografar o livro pra mim. =D
E vamos contar também com a moderação da Giulia Moon (http://www.giuliamoon.com.br/).
E ao final da mesa vai rolar uma sessão de autógrafos.

Segue abaixo o release que me foi passado sobre o livro O vampiro antes de Drácula:
Em O Vampiro antes de Drácula, Martha Argel e Humberto Moura Neto apresentam o longo histórico de aparições do vampiro na prosa, nos versos e nos palcos desde meados do século xviii, e mostram que já existia não-vida muito antes do romance de Bram Stoker.
Foram escolhidas as narrativas que lançaram as bases para o vampiro clássico, e que demonstram a diversidade que ele assumiu ao longo do século XIX. A seleção dos doze contos abarca o período que vai de 1819, considerado oponto de partida da prosa vampírica, até 1897 (publicação do "Drácula" de Bram Stoker). A obra inclui, entre outros, contos de Edgar Allan Poe, H. G. Wells, Bram Stoker e Alexandre Dumas.

Data: 31 de outubro de 2008 (sexta-feira, Halloween)
Local: Livraria Travessa Leblon
Endereço: Av. Afrânio de Melo Franco, 290 – Shopping Leblon, 2º piso, Rio de Janeiro
Horário: a partir das 19h00

Bem, nem preciso dizer que quem se interessa por literatura obscura, gosta de quadrinhos e tiver tempo deveria ir, certo?
E para quem for, que tenha um ótimo evento!
E só para não perder o costume, esse evento eu R E C O M E N D O !

Terça-feira, Outubro 28, 2008

Gogol Bordello no Tim Festival do RJ.

Bem, a madrugada do dia 25 para o dia 26 foi mágica, por falta de palavra melhor.
Cheguei cedo na Marina da Glória, cedo demais e o meu palco só abriria depois da meia noite, pois bem, fiquei bebendo cerveja com o meu macho e vendo os transeuntes, aquelas pessoas descoladas, com roupas e cabelos diferentes mas que geralmente, no dia-a-dia nem sonham em se vestir assim e precisam de eventos como esse para tirar suas melhores e mais diferentes roupas do armário.
Uma gostosa peituda aqui, um cabeludo e barbudo maravilhoso ali, um cara distribuindo flyer, outro cara dando Club Social sabor presunto pra todo mundo eu vou bebendo e esperando a hora passar.
Pois então às 23:30 eu adentro a Marina, portada de toda emoção e animação que uma fã de Gogol Bordello poderia ter.
Tomo mais algumas cervejas de preço gritante e às 00:30 eu entro no palco do Tim Festa, onde começaria o show dentro de umas meia hora ou quarenta minutos.
Me posiciono estrategicamente, colada na grade e bem ao centro do palco. Um atrasinho básico, mas nada demais e começa o show.
Que coisa linda, que presença de palco! Chorei com o Eugene cantando Morena Tropicana e emendando com Start Wearing Purple, foi pra mim o ponto alto do show. Eugene começa com casaquinho roxo e camisa da Beija Flor e termina sem camisa, normal, quem lembra da Ciganomania pode confirmar.
Pulei, gritei, berrei, chorei, lambi o suor do Eugene, falei com ele três vezes, peguei uma palheta e tenho um ingresso autografado. Foi de longe o melhor show da minha vida, superou o Pearl Jam. Mas vou deixar as fotos falarem por si.
E lembrando, quem quiser usar as fotos, favor dar os devidos créditos a este admirável blog e sua escritora, obrigada.




Ps: Bem, eu tentei colocar os zilhões de links do photobucket mas o blerghspot estava me sacaneando e emendando um link no outro, o que gerava erro no mesmo.
O jeito foi colocar o link do post que eu fiz na comunidade do Gogol Bordello com os links do photobucket lá.
Desculpem o transtorno, estaremos trabalhando para uma melhoria. >D

Segunda-feira, Outubro 27, 2008

And the prefeitura goes to...

Vi no site dos Malvados e não poderia deixar de publicar aqui.
Eu votei nele, e foi na trave.








Essa semana eu vou postar:
• Resumo/resenha do show INSANO do Gogol Bordello no Tim Festival RJ, e com fotos;
• Resumo/resenha de alguns dias da Semana de Quadrinhos da UFRJ, e com fotos se possível;
• Resumo e fotos da Zombie Walk RJ.

Não percam!

Sexta-feira, Outubro 17, 2008

Ela insite.

Isso aí, Blossom está de volta, pede desculpas e dá uma nova data.
Quase uma brasileira, não desiste nunca.

Mas vou ressaltar minha parte favorita do vídeo:
"Fiquem bem...e continuem ACREDITANDO!
E se não aparecer façam como minha prima que está se candidatando aí na cidade de São Paulo...
Minha prima Marta...
RELAXA E GOZA!"

Tá, antes era marketing de banda, agora é propaganda política.
1º de abril o dia da revelação? Achava que era o dia da mentira. HAHAHAHA.
Sugestivo ein?
E porra, alguém avisa a quem fez a legenda do vídeo pra fazer umas aulinhas de gramática?
Puta que pariu, quase engasguei quando um tal de descepicionados apareceu na tela.

Quem quiser rir mais, digo, se aprofundar mais no assunto visitem:

É hilário, obrigada http://diariodeumlobo.blogspot.com/ por ter me passado essa pérola.

Quarta-feira, Outubro 15, 2008

Ovnis ou Marketing?

Muita gente fazendo planos.
Alguns fizeram chá com docinhos pra chegada dos amiguinhos;
Outros afiaram seus lightsabers na espera da luta do milênio;
Uns prepararam suas toalhas;
E alguns indianos se mataram para não ver seu planeta invadido¹.
Mas o fato é: muitos olharam para o céu e riram.
Porque vocês sabem, a ufologia é uma piada, e daquelas bem engraçadas.
E querem saber? Os seres extraterrestres não me parecem tão inteligentes assim como dizem.
Eles avisaram que iriam aparecer primeiro no hemisfério sul do plano terreno, mas pelo que vi / li por aí, apareceram primeiro no Canadá (!!!).
Será que eles pegaram o mapa de cabeça para baixo? HAHAHAHAHAHAHA.

Mas a moeda tem outro lado, e só pra piada ficar mais engraçada, rola por aí a notícia de que isso tudo foi uma campanha viral para o lançamento de um cd vide o site: http://www.blossomgoodchild.com/index.html?page=BGoct14.html , onde eu destaco essa parte:
"1.Other channellers are now confirming Oct 14th ,. See page 6."
Sério, vejam a página 6.


E já se foi o disco voador!


Legendas:
¹ - Uma brimks pra alegrar a galere, parafraseando este acontecimento: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2008/09/10/

Terça-feira, Outubro 14, 2008

Ovnis em 14 de outubro.

Não sabe o que é?

É hoje, ou deverá ser.
Dia de olhar para o céu e se arrepender.
Dos seus pecados? Claro que não, se arrepender de perder tempo olhando para cima.
A ufologia é uma piada, e de humor negro. E todo mundo sabe que eu adoro humor negro.

E eu até acreditei que veria o mundo acabando por entre raios lasers, mas até agora nada.
Bem que eles poderiam deixar um horário "terrestre" também, pra gente se programar.

E aí? Já chegou o disco voador?

Sábado, Outubro 11, 2008

Fotos da Semana de Quadrinhos na Travessa.

Bem, eu prometi postar as fotos que tirei, e aqui estão elas:

1º dia: 
(Em sequência: André Dahmer, Heitor Pitombo e Allan Sieber)

2º dia: 
(Em sequência: Alzira, Renato Lima, André Diniz e Matias Max)
(Em sequência: Renato Lima, André Diniz e Matias Max)

3º dia: 
(Em sequência: Carlos Patati, João Calvet, Arnaldo Branco, Lobo, Leandro Assis
e Hiroshi Moeda)

4º dia: 
(Em sequência: Fabio Lyra, Ana Carolina e Carlos Patati)
(Em sequência: Edna Lopes e Cynthia Carvalho)



Bem, me perdoem a qualidade horrível
mas com a máquina disponível é só o que eu poderia fazer.

5º dia da Semana de Quadrinhos na Travessa.

Bem, na sexta (dia 10/10) foi o último dia da Semana de Quadrinhos na Travessa, com a apresentação do ótimo documentário feito pelo João Calvet  para o Canal Brasil e conta com a presença de alguns participantes da Semana de Quadrinhos na Travessa como: André Diniz (ed. Nona Arte), Renato Lima (revista Jukebox) e Carlos Patati (Almanaque dos Quadrinhos).

E no fim, rola uma social entre a gente com direito a uma declaração minha que chocou o Renato mas que não merece mais detalhes aqui.
Não me levem a sério, por favor.

E eu não fiz fotos nesse dia, desculpem.

4º dia da Semana de Quadrinhos na Travessa.

Dia (09/10) foi a vez do tema Mulheres nos Quadrinhos com a participação de Edna Lopes (Amana ao Deus dará), Ana Carolina (1) (selo Quarto Mundo), Fabio Lyra (Menina Infinito) e Cynthia Carvalho (O Leão Negro), com a mediação do Carlos Patati (Almanaque dos Quadrinhos).

Nesse dia eu cheguei bem, 5 minutos de antecedência e Edna Lopes que deu o ar da sua graça na platéia da mesa no dia anterior, já havia chegado, pontualíssima.
Um pouco depois descobri que a moça da camiseta igual a minha era a Ana Carolina, da Quarto mundo e que vai lançar seu mangá pela própria Quarto Mundo e eu vi um clipezinho e umas páginas e digo, não deve nada a quadrinhos tradicionais ou mangás orientais. Com certeza vou falar dele aqui quando sair.
Patati faz uma pequena introdução falando da infeliz pouca presença das mulheres nos quadrinhos e pergunta as mesmas "Vocês ainda acham que é o clube do bolinha?", e Ana diz "Foi muito difícil para mim achar alguém que pegasse o meu trabalho, e mais difícil ainda uma mulher".
Fabio Lyra fala da criação da Menina Infinito e diz "Eu não queria uma personagem idealizada, queria uma menina de verdade, que agisse como uma menina, com problemas de menina", e conseguiu, a Menina Infinito é uma graça, aconselho. Quem quiser conhecer ou compre o álbum que saiu pela Desiderata (2), ou então veja as aventuras da Menina Infinito na revista Jukebox (3).
Em seguida a Cynthia conta da façanha de emplacar uma aventura publicada no jornal O Globo (O Leão Negro) sendo publicado por dois anos e sendo feito um álbum.
Edna também fala sobre a sua personagem, a Amana, que é uma nômade brasileira que vai para vários cantos do país e mostrando suas peculiaridades.
Ela também fala da carreira como quadrinista e como conseguiu a história da Amana. "A história veio baixada, enquanto estava fazendo café" - conta ela. E para quem quiser saber o café era Pilão. Ela conta também como é contar uma história realista mas com traços que lembram Tin Tin.
Ana Carolina fala sobre uma fanfic (ficção de fã) que fez quando era mais nova, do Superman e ela explica "a história se passa as 6 da manhã, antes da Lois acordar e da Liga chamar, com o superman lidando com os próprios problemas. E o meu superman é até meio depressivo, por carregar o mundo nas costas". Depois eu vou pedir a ela pra ver a fanfic se der e falo algo sobre aqui.
O Fabio Lyra arrisca um palpite de porque não existe muitas mulheres nos quadrinhos "acho que pode ser algo cultural" - diz ele.
Edna diz também que "os pais não incentivam a arte porque nela não aparece aquele cheque no fim do mês".
O Patati sai da mesa antes de acabar, por algum problema pessoal e a Alzira o substitui para fazer as considerações finais.

Citação do dia?
"Eu acho que Freud errou ao falar do complexo do pênis. Na minha visão o homem tinha inveja do útero, pois nele é gerado a vida e para superar isso foi construir algo, o mundo em que nós vivemos." - Edna Lopes

Pensamento do dia?
Sério, alguém abre a temporada de caça ao Marcus Vinícius? Obrigada.


Legendas:
(1) - Ana vai estar mais tarde na festa de encerramento da Semana de Quadrinhos na Travessa, a College Rock Party: http://www.orkut.com.br:80/Main#Community.aspx?cmm=22004593
(2) - Conheça mais do álbum e da editora em: http://www.editoradesiderata.com.br/meninainfinito/
(3) - Visite o fotolog da Jukebox, Rock de Bolso: http://www.fotolog.com/jukeboxrock/

Sexta-feira, Outubro 10, 2008

3º dia da Semana de Quadrinhos na Travessa.

Quarta tivemos a terceira mesa da Semana de Quadrinhos na Travessa, e o tema foi: Diálogos com a 9ª arte - Os Quadrinhos e a Literatura, o Teatro e o Cinema, com a participação de Arnaldo Branco (Beijo no Asfalto), Carlos Patati (Almanaque dos Quadrinhos), João Calvet (documentário Quadrinhos para o Canal Brasil), Leandro Assis e Hiroshi Moeda (O Cabeleira), com a mediação de Lobo (Gibiteca Editora, revista Mosh).

E vamos ao que interessa e dessa vez eu me superei em atrasos, 20 minutos e achando que já estava até terminando, me deparei com o pessoal conversando mas ninguém no palco. É, eles também se superaram em atrasos.
Mais caras conhecidas (como o André Diniz, que estava na mesa do dia anterior) e outras caras novas (o que é ótimo, sinal que o evento deu certo), e com direito a conhecer ilustres membros da comunidade Quadrinhos RJ (1).
E o Lobo começa perguntando da experiência de adaptar e Arnaldo diz "acho uma babaquice reclamar de adaptação de livro para o cinema [...] isso sempre aconteceu e o livro é como uma peça de teatro escrita".
Carlos Patati diz que "um romance passado para quadrinhos é feito de forma introdutória e antigamente a adaptação para quadrinhos era muito redundante.
O Patati também nos informou que está em fase pesquisa para a adaptação de O Cortiço, de Aluísio Azevedo e conta um pouco como está sendo.
Leandro e Hiroshi contam sobre a adaptção de O Cabeleira e Hiroshi diz "cada mídia tem sua diferença" - eu falo exatamente isso, sempre. Nada é inadaptável, mas tudo precisa de pesquisa adequada para respeitar a diferença entre as mídias.
Mas o Lobo adiciona "eu vejo muita gente por aí adaptando obras que nada significam para elas" - exato, e é o que faz uma adaptação ficar ruim.
E então os nervos se exaltam quando alguém na platéia joga a questão do tempo contratual e o tempo do artista, e com direito a alguém na platéia dizendo que o pensamento do João, que consiste em a editora pressionar o artista para conseguir o trabalho no prazo, de retrógado.
Depois de tudo ter se acalmado, Alzira pede para que eles falem sobre as suas adaptações favoritas e dentre elas apareceram Cidade de Vidro, Relíquia e O Alienista.
Carlos Patati recomenda também "A Guerra dos Gibis". 

Frase do dia?
"No Brasil você precisa saber que fazendo quadrinhos você não vai ter dinheiro, vai pagar algumas contas". - Carlos Patati.
E estou de pleno acordo, Patati, pleno acordo.

Pensamentos do dia?
1º - Eu pegaria o Lobo FÁCIL, quando ele quisesse;
2º - Preciso de uma câmera nova urgente (quando vocês verem as fotos vão entender);
3º - Alguém mata o Marcus Vinícius? Obrigada.


Legendas:

Terça-feira, Outubro 07, 2008

2º dia da Semana de Quadrinhos na Travessa.

Ontem (dia 07/10) tivemos a 2ª mesa na Semana de Quadrinhos na Travessa, e o tema foi: Produção Independente, que teve participação de André Diniz (Chalaça, roteirista, desenhista e editor do site Nona Arte), Renato Lima (1) (revista Mosh, Jukebox e DJ nas horas vagas) e Matias Max (revista Tarja Preta), com mediação por conta da Alzira (estudante de Letras e responsável pela organização do evento).

Nesse segundo dia, já na minha entrada eu percebo a mudança: não cheguei atrasada e já tinha pessoas lá e bem animadas, conversando sobre heróis, mangás, espaço para divulgação, distribuição, panini e então percebi uma coisa antes de sentar: "ainda bem que não vim com a minha blusa do Akira", pois uma das pessoas, que por acaso trabalha com a distribuição da 4º Mundo, estava com uma igualzinha.
No resto da platéia, rostos conhecidos do dia anterior e a música dessa vez oscila entre voz e violão, violão puro e jazz instrumental. Sabe, música pra ouvir de frente a lareira...
Enfim, águas e poltronas no lugar, André e Renato presentes, mediadora a postos, falta só o Matias chegar.
Enquanto isso, alguém na platéia dá (ou vende, vai saber) um gibi independente ao André. É isso aí, vamos vender nosso pão.
Testam o som, a mocinha simpática de ontem (que na verdade é a curadora e organizadora Alzira) passa batendo papo com um aqui, um ali, até comigo, mas isso foi na praça de alimentação, tipo um private (HAHA).
O clima fica tão animado, cheio de vozes que eu quase me arrependo de estar calada e com cara de poucos amigos...QUASE.
Mas decidem começar sem o Matias, e na introdução a Alzira agradece a todos e pergunta "como é fazer o trabalho de produção independente?", e André diz "minha editora sou eu, sou a moça do cafezinho, o office boy...[risos]". Mas brincadeiras a parte ele fala um pouco da ralação de produzir a si mesmo, como foi o início e passa a bola pro Renato, que diz onde começou "comecei fazendo fanzine, que é o Zine de fã" e também fala um pouco da carreira.
E então chega o atrasildo Matias, que aproveita o embalo e fala um pouco sobre a Tarja Preta e sua loja La Cucaracha (2).
O próximo tema, foi a internet e o que eles achavam das publicações virtuais, ou se preferiam as duas. E André diz "os dois fazem um casamento perfeito, mas um não invalida o outro".
Em seguida é perguntado como é fazer trabalhos com uma editora e numa produção independente. E quem responde é o André, já que está dos dois lados e afirma "o melhor da editora é que você não coloca a mão no bolso pra fazer e nem coloca nas costas pra distribuir", mas complementa "mas eles casam perfeitamente, e não é porque estou com editora que vou parar com o independente".
O Matias fala um pouco da loja "de tranqueira" como ele mesmo disse, a La Cucaracha. Falou como consegue as revistas lá vendidas "através de troca, trocando a Tarja Preta por outras revistas".
Depois de alguns "prós e contras" sobre editoras e independente, Renato diz "eu tenho a impressão de que a editora não tem o jogo de cintura da independente", e a moça da camiseta igual a minha complementa "mas uma inaptidão da editora do que má vontade".
Falam um pouco sobre o formato da revista, se é melhor história curta, história longa com fim único ou sagas.
Mas de repente começa a rolar uma discussão inútil, ao meu ver, de alguém comparando o espaço e o público estrangeiro com o nacional, e ainda incluindo exemplos do ramo musical brega, o Calypso. É, vamos para a próxima.

Enfim, o segundo dia foi esse e lembrando, quem quiser saber algo, pergunte aqui ou me procure nos contatos informados ali ao lado.
E mais tarde, resumo da terceira mesa da Semana dos Quadrinhos na Travessa.


Legendas:
(1) - Que vai estar na festa de encerramento da Semana de Quadrinhos na Travessa.
E eu sei que ninguém perguntou mas eu estarei lá.
(2) - Quer saber mais sobre a La Cucaracha? Acesse: www.cucaracha.com.br

1º dia da Semana de Quadrinhos na Travessa.

Ontem (dia 06/10) começou a Semana de Quadrinhos na Travessa(1), e o tema foi: Tiras: O dia-a-dia dos Quadrinhos, com a participação de André Dahmer(2) (Malvados e o "segundo mais miserável quadrinista brasileiro em atividade no país"), Allan Sieber (Preto no Branco, Vida de Estagiário e o primeiro mais miserável quadrinista brasileiro em atividade no país) e a mediação fica por conta de Heitor Pitombo (escritor da coluna Comic Riffs da revista Jukebox e tradutor de inúmeras HQs).
Vou dar um “pequeno” resumo de como foi esse primeiro dia, e quem quiser saber mais é só me procurar em pvt.

E o primeiro dia começa, aquele ar “letrado” pairando na Livraria da Travessa(3), eu entro (correndo e ligeiramente atrasada, ou melhor, em cima da hora) e só havia uma pessoa, num auditório de porte médio, com dois tipos de cadeiras diferentes (!!).
Mas aos poucos mais algumas pessoas vão chegando, se sentando e olhando umas para as outras, como se estivessem procurando alguém conhecido nesse pequeno nicho que chamam de 9ª Arte
(4).
Entra um rapaz que testa o som e coloca uma musiquinha para animar, um violão sem voz, aquelas que você escuta sentado em frente à lareira, em um dia frio, tomando um vinho quente na companhia de um bom charuto ou cachimbo e lendo Dostoiévski ou Nietzsche.
Soam as 7 badaladas da noite e entra uma mocinha simpática, desejando boa noite, pedindo desculpas e avisando que André, Allan e Heitor estão um pouco atrasados por problemas de locomoção (leia-se um engarrafamento filho da puta).
Mais pessoas chegam e os papos filosóficos começam, e alguém atrás de mim fala de Thor, Guerra Civil e “Who Watches the Watchmen?”.
A moça simpática de anteriormente retorna, falando do atraso provavelmente, mas eu não sei bem pois estava viajando olhando pra janela com o mp4 ligado no ouvido. Mas ela volta um pouco depois, pedindo paciência e avisando que eles estão chegando mesmo.
Mais pessoas aparecem, alternativas, falando alto e com papos descolados. Aquelas pessoas que você olha torto de longe, mas que quando conhece e conversa (ou vice-versa), se encanta.
E arrumam as poltronas, colocam garrafas com água nas mesas, as pessoas descoladas sentam e se servem, vai começar o show.
Feita a apresentação, a palavra é passada ao mediador Heitor Pitombo, que fala com nostalgia na voz de uma época em que os jornais reservavam uma página inteira, publicando de 30 a 40 tirinhas diárias, e com pesar afirma que “as tiras não pagam as contas”, e esse tema é justamente o inicial.
A resposta a isso, dada pelo André Dahmer é simples, “publicando muito, se ganha muito”. Mas ele deu opções para quem quer entrar no ramo pensando na bufunfa: “se quer ganhar dinheiro melhor ir fazer prótese dentária ou conectar os cabos azuis (dsl) [risos]”, mais tarde ele dá outra opção "médico de câncer no pulmão [mais risos]".
Em seguida a questão abordada por Heitor Pitombo foi “como foi a sua primeira venda de tirinha para um jornal?” e que rende respostas variadas de ambas as partes, que contém um resuminho do início da carreira de cada um.
Uma mesa com cara de mesa de bar, tudo com muita descontração e palavrões, foram abordados temas como Angeli, Laerte, a importância dos livros e papel, dinheiro, a literatura nos quadrinhos, cheiro do ralo, dinheiro, publicações, internet, qual é a 8ª arte e as outras sete, propagação da informação, início de carreira e dinheiro (não necessariamente nessa ordem).

Uma frase que tirei desse primeiro dia?
Internet, o Zine de Deus.” (André Dahmer parafraseando alguém que não me recordo o nome)


Acho que deu pra perceber como foi tudo.
E novamente, se alguém quiser saber mais do que foi dito e por quem, perguntem ali embaixo, ou no Orkut, no Fotolog ou Facebook.
Fotos? Postarei uma de cada dia, na sexta feira (dia 10/10).
E para finalizar, quem gosta de Quadrinhos eu
RECOMENDO ir a Semana de Quadrinhos na Travessa.


Legendas:
(1) - Quer saber o resto da programação da semana? Acesse: http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/n30092008_05.cfm

(2) - André Dahmer também estará na terceira edição da Semana de Quadrinhos UFRJ (palavras dele mesmo).
Mais infos sobre o evento em:
http://diegonovaes.blogspot.com/2008/09/iii-semana-de-quadrinhos-ufrj.html

(3) - http://static.flickr.com/33/47284624_006548be63.jpg
(a foto acima é de uma das filiais da Livraria da Travessa, mas não é a filial do evento)

(4) - 9ª Arte = Quadrinhos
Até onde sei, a listagem das artes é:
1ª - Música
2ª - Dança
3ª - Pintura
4ª - Escultura
5ª - Literatura
6ª - Teatro
7ª - Cinema
8ª - Fotografia
9ª – Quadrinhos
Mas como todo mundo sabe, está sujeita a alterações. "D